segunda-feira, 25 de julho de 2016

Como se preparar para concursos públicos

Preparação para concursos públicos


A preparação para um concurso público envolve dois grandes objetivos, enquanto um deles é mediato, o outro é imediato. O primeiro corresponde ao fim maior do processo, que é a busca da aprovação. Já o segundo tem por finalidade a apropriação intelectual e cognitiva de um conjunto de conhecimentos e informações passíveis de solicitação durante a realização da prova.

A ideia do alto rendimento na preparação para concursos envolve a preocupação do candidato com três aspectos fundamentais que correspondem aos chamados eixos conceituais da preparação, que compreendem o planejamento, a aprendizagem, e a gestão das condições emocionais.

O planejamento


Sem um planejamento, não há como sistematizar e organizar o processo de implantação de esforços direcionados à preparação de um concurso. É preciso que o candidato compreenda que esse processo deve ser encarado como um empreendimento. Ademais, trata-se de uma iniciativa de natureza cognitiva e intelectual.

A tarefa demanda esforços e investimentos, inclusive do ponto de vista financeiro, seja por meio da aquisição de material bibliográfico ou de um curso preparatório.

Dentro do conceito por trás do planejamento citado, faz-se essencial que o candidato não seja um refém do edital, mas sim de seu próprio plano desenvolvido. Naturalmente, o edital terá importância, inclusive do ponto de vista estratégico na estruturação do planejamento, que detêm dois pilares substanciais: objetivo e programa. O segundo corresponde ao objeto de conhecimento a ser apropriado intelectualmente pelo candidato, ou seja, as matérias e seus respectivos conteúdos. Assim, torna-se fundamental que haja a incorporação do programa do edital ao planejamento.

Preparação de alto rendimento


A ideia do alto rendimento compreende a apropriação de um conceito que provém do desporto profissional, desenvolvido com base em uma formulação construída pelo técnico de vôlei Bernardinho.

Assim, o candidato que espera a publicação de um edital para começar a se preparar é comparável ao pretenso atleta de alto rendimento que aguarda a chegada das partidas eliminatórias para se mobilizar. Portanto, o ideal é que, quando o edital for lançado, o candidato já tenha concluído o planejamento previamente desenvolvido. Em resumo, a chamada preparação de alto rendimento abrange um período de longo prazo. Além disso, a publicação do edital deve ser encarada apenas como mais uma etapa de todo o processo.

A aprendizagem


Em segundo lugar, o candidato deve se atentar aos processos de aprendizagem. Se a preparação para um concurso público corresponde a um processo de apropriação intelectual e cognitivo de informações, as quais tendem a ser solicitados na prova, torna-se fundamental utilizar métodos de aprendizagem adequados.

Gestão das condições emocionais


Em terceiro lugar está a necessidade de gerenciar as condições emocionais. Se o candidato não observar esses aspectos (que abrangem outros fatores, como motivação, disciplina, crença na aprovação e perseverança), dificilmente ele terá condições de se manter firme em sua trajetória.

Feira da Carreira Pública


As pessoas devem compreender que o concurso público é um instituto republicano, democrático, e destinado a garantir a isonomia e o livre acesso aos cargos públicos. Porém, não basta que essa regra fundamental esteja disposta no texto constitucional brasileiro. É preciso garantir meios para que todos aqueles que pretendam ingressar na carreira pública tenham condições isonômicas para disputarem um certame.

Nesse contexto, determinados eventos, como a Feira da Carreira Pública, proporcionam uma contribuição cidadã à sociedade no sentido de reunir pessoas e instituições que tenham como objeto conceder informações àqueles que desejam ser aprovados em concursos públicos.

Leia o post a seguir para conferir alguns dos concursos abertos no Brasil.

Vai um concurso aí?

Próximos concursos


Concursos e mais concursos, tem certame pra concurseiro nenhum botar defeito. Confira no texto a seguir alguns dos maiores concursos do Brasil que estão disponibilizando vagas.

Alguns concursos públicos foram afetados diretamente pelos cortes orçamentários, enquanto outros podem sofrer reflexos indiretos. De qualquer forma, a expectativa é de que a mudança no corte orçamentário comprometa apenas superficialmente os concursos públicos. Isso porque vários órgãos públicos estaduais estão perdendo funcionários por conta da aposentadoria. Ocorre que o serviço público não pode parar, assim, mesmo em um cenário de recessão econômica, os próximos anos devem dispor de muitas vagas devido à necessidade de reposição dos cargos.

É interessante que as pessoas interessadas em prestar concursos públicos, saibam que a recessão afeta especialmente o âmbito do executivo federal. Em outras palavras, ainda restam o setor legislativo e o judiciário federal, que possuem autonomia para abrir concursos, independentemente do que aconteça com o executivo. Além disso, existem todos os governos estaduais e prefeituras.

Concurso do INSS


O INSS é um órgão que realiza concursos públicos quase que anualmente. Desse modo, quem tiver interesse em se preparar para esse tipo de prova deverá procurar pelos últimos editais, analisar quais foram as disciplinas exigidas e começar a estudá-las. Provavelmente, não devem ocorrer muitas mudanças quanto ao conteúdo programático no próximo edital.

Existem dois cargos previstos no concurso do INSS: técnico e analista. Para ser analista o candidato deverá ter nível superior, e para técnico é exigido apenas ensino médio. Após publicado o edital, o candidato deverá avaliar bem qual é a formação solicitada e as atribuições de cada função.

Se o candidato tiver tempo disponível, ele também deverá considerar a inscrição em um curso preparatório, que poderá prestar um valioso auxílio em sua preparação. Entretanto, os cursos preparatórios não são obrigatórios para conquistar a tão sonhada vaga. Caso prefira, o candidato poderá estudar em casa a partir de apostilas do INSS, vídeo aulas ou livros destinados à preparação para concursos públicos. Cabe salientar que o número de vagas para os concursos do INSS costumar ser sempre bastante elevadas. Portanto, quem estudar de maneira adequada terá grandes chances de ser aprovado.

Concurso público para o Senado


Com relação ao concurso público para o Senado, de acordo com o prazo do último concurso, a expectativa é que o edital seja divulgado por volta de outubro. Porém, os candidatos devem ficar atentos e acompanhar o site do Senado.

Concursos para área da Saúde


Depois da área de Direito, o segmento que mais cai em concursos é o da Saúde. Existem diversos concursos para essa área, inclusive lançados por prefeituras e governos estaduais. Dessa maneira, vale a pena o candidato consultar a tabela de concursos disponíveis, identificando em quais deles existe uma maior afinidade e, por fim, estudar.

Veja mais notícias sobre concursos em: www.concursospublicos.ninja

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Você já exercitou sua memória hoje?

Como melhorar a memória


É possível exercitar a memória por meio de diversas maneiras. Uma delas é praticando atividades neuróbicas, que visam tirar o cérebro de sua "zona de conforto". Isso pode ser feito até mesmo alterando a forma como realizamos simples atividades diárias, como tomar banho com a luz apagada, escovar os dentes ou escrever com a mão contrária à habitual ou fazer as refeições em lados diferentes da mesa. Mesmo as atividades mais simples, quando realizadas de uma forma diferente, acabam demandando um maior grau de atenção.

Ábaco, um instrumento poderoso para melhorar a memória


O ábaco é um instrumento de cálculo que foca e trabalha o desenvolvimento da atenção. Existem ábacos compactos, para que o indivíduo possa transportar consigo facilmente.

A primeira coisa que o praticante deve aprender em relação ao ábaco diz respeito ao manuseio das várias peças que o compõem. Desse modo, peças situadas na parte superior valem 5, enquanto as situadas na região inferior valem 1.

Qualquer pessoa sabe que o resultado da soma 1 + 1 é 2. No entanto, para fazer esse cálculo simples no ábaco é preciso efetuar uma série de movimentos. Ao aprender a se concentrar para efetuar cálculos no ábaco, a pessoa aprende a se concentrar para realizar qualquer outra atividade.

Jogos que incentivam a memória


Palavras-cruzadas, sudoku, jogos de celular ou de videogames são atividades que podem melhorar a memória, pois treinam a capacidade humana de concentração, atenção e foco. Existem até aplicativos e jogos desenvolvidos especialmente para a otimização do processo de memorização, como, por exemplo, o jogo Flow. No entanto, a prática isolada de palavras-cruzadas ou jogar videogame são insuficientes para garantir um bom desenvolvimento cognitivo.

Ginástica cerebral e mal de Alzheimer


Atualmente, já se sabe que existem remédios que amenizam os sintomas do Alzheimer. Entretanto, a ginástica cerebral e o fortalecimento da memória também podem atuar de maneira preventiva. A partir do momento em que a mente é mantida ativa, em vez dos neurônios morrerem eles se mantêm em funcionamento, o que poderá garantir um envelhecimento mais saudável e uma melhor qualidade de vida.

Profissões que fortalecem a memória


Existem profissões que contribuem para o fortalecimento da memória, como, por exemplo, as ligadas à docência e às artes cênicas. Trata-se de áreas que requerem atualização constante, estudo contínuo e prontidão para agir perante situações inesperadas.

Memorização por associação


Algumas pessoas apresentam maior facilidade para decorar textos e técnicas. Apesar da possível ligação entre essa capacidade e o fator genético, ela está mais ligada às associações utilizadas para memorizar. A memória está 100% ligada à associação. Ao associar um fato, situação ou palavra a uma emoção, isso tende a dificultar que aquele evento seja esquecido. Essa técnica é muito utilizada por concurseiros e vestibulandos, por exemplo, criando paródias de músicas conhecidas e as associando aos conteúdos estudados.

Memorização de novos conhecimentos e habilidades


O cérebro tende a ser um órgão preguiçoso, assim, ele prefere utilizar informações que já estão armazenadas a ter que aprender algo novo. Essa tendência está ligada à necessidade do corpo em economizar energia. Dessa forma, o cérebro prioriza energia para executar os processos fundamentais, dentre os quais o aprendizado não se enquadra. Diante disso, é necessário estimular o cérebro a aprender constantemente.

Estímulo da memória em crianças com déficit de atenção



É possível melhorar a memória da criança diagnosticada com déficit de atenção. Para isso, elas precisam exercitar atividades que desenvolvam sua atenção, concentração e raciocínio lógico, e consequentemente, elas tendem a exibir um melhor aproveitamento escolar. Caso a criança goste de esportes, é possível combinar a prática de atividades físicas com as cognitivas.

Você tem uma boa memória?

Em busca de uma memória saudável...


Ter uma boa memória não é um privilégio, e embora aqui haja uma importante influência da herança genética, ela não é determinante. Assim, fatores como idade, atividade profissional, prática regular de exercícios físicos, qualidade do sono e uso de medicamentos podem colaborar para que o indivíduo tenha uma memória melhor ou pior.

O cérebro humano arquiva todas as informações que recebe, entretanto, em algum momento esses registros começam a ser esquecidos. Do mesmo modo que a pele envelhece e começa a formar rugas, a memória também sofre uma degeneração natural, processo que afeta tanto homens quanto mulheres.

Fórmula da boa memória


A boa memória resulta da associação entre uma alimentação equilibrada, sono de qualidade, e prática regular de exercícios físicos e mentais.

Sono


No cérebro, o sono exerce a função de sedimentar o conhecimento aprendido no decorrer do dia. Logo, seu papel é fazer com que essas informações sejam fixadas no cérebro.


Alimentos benéficos para a memória


A memória pode ser estimulada também por meio de uma alimentação balanceada, englobando principalmente peixes, ovos e frutas vermelhas.

Fatores prejudiciais à memória


O tabagismo, a ingestão em excesso de álcool, o uso desregrado de certos medicamentos, o estresse, a falta de sono e noites mal dormidas são alguns dos fatores que podem prejudicar a memória.

Como funciona nossa memória


Memória e inteligência


A memória não está necessariamente relacionada à inteligência. Ocorre que, normalmente pessoas inteligentes se interessam mais por atividades que estimulem o cérebro. Assim, geralmente esses indivíduos leem, são mais curiosos, buscam conhecimento em diferentes fontes, e naturalmente trabalham melhor sua memória.

Influência das emoções sobre a memória


Como é possível nos lembrarmos de coisas que aconteceram quando tínhamos 4 ou 5 anos de idade? Isso acontece porque existem lembranças que estão repletas de emoção. Essa correlação é válida tanto para emoções boas quanto ruins. Ao vivenciar, por exemplo, uma tentativa de assalto ou qualquer outra situação extremamente estressante ou violenta, o indivíduo tende a se lembrar daquele momento porque o aspecto emocional garante a atenção necessária ao fato.

Capacidade de desenvolvimento cerebral


Segundo a neurociência, para o cérebro não existe algo que não possa ser recuperado, isso vale mesmo para indivíduos que tenham sofrido perdas neuronais em decorrência de acidentes, nesse caso, outras regiões do cérebro poderão suprir as funções perdidas. Isso também se aplica à memória.

Associação entre memória e atenção


As pessoas costumam esquecer-se com certa frequência onde deixaram as chaves do carro, se trancaram a porta ao sair de casa, entre outras ações que normalmente são realizadas de forma automática. A "porta" da memória é a atenção. Logo, tudo o que for feito com a devida atenção tende a ser melhor memorizado.

As pessoas não precisam se desesperar caso estejam se esquecendo de fatos, datas e compromissos. Primeiramente, é preciso se organizar. Depois, será necessário mudar seus velhos hábitos e treinar a memória. Existem técnicas, truques, jogos e treinos que ajudam a melhorar o desempenho da memória. Por isso, todos devem começar a treinar a memória o quanto antes.

Atenção dividida



A ciência já comprovou que o cérebro é incapaz de dividir a atenção entre a realização de tarefas simultâneas, assim, na verdade quando fazemos várias coisas ao mesmo tempo, ora oscilamos toda nossa atenção para uma atividade, ora para outra, e dessa forma dedicamos menos atenção do que se estivéssemos nos dedicando inteiramente as atividades de maneira isolada. Por fim, como a memória tem relação intrínseca com a atenção, a primeira acaba sendo prejudicada.

Disfunção erétil: fatores de risco e diagnóstico

Revolução no tratamento da disfunção erétil


A disfunção sexual no homem tem um grande significado médico e social. Para se ter uma ideia, conforme estudo realizado por um grupo de pesquisadores de Minas Gerais, 45% dos homens brasileiros têm algum tipo de disfunção sexual, seja déficit de ereção, falta de rigidez peniana, ejaculação precoce ou perda da libido.

Quando surgiram as novas medicações para tratar a impotência, passou-se a discutir abertamente o problema vinculado à disfunção sexual no homem. Muitos homens eram impotentes, mas ocultavam o fato. Essa postura mudou depois do lançamento desses medicamentos. Em geral, toda a sociedade passou a discutir mais a disfunção sexual, assim, o enorme contingente de homens que apresentam o problema aflorou. Na maioria das vezes, o sujeito que consome Viagra, Cialis ou Levitra consegue melhorar seu desempenho sexual.

Fatores de risco associados à disfunção erétil


Como os referidos remédios agem em todas as causas da disfunção erétil, houve um desinteresse médico em descobrir qual é a causa exata do problema em cada indivíduo. No entanto, existem fatores de risco que aumentam a chance do indivíduo se tornar impotente.

Diabéticos e fumantes têm mais chance de desenvolver disfunções sexuais. Outro fator de risco é a chamada apneia do sono, as pessoas com este problema têm a respiração interrompida enquanto estão dormindo. Trata-se de um transtorno comum e manifestado por grande parte da população.

O terceiro grupo de homens propensos à disfunção erétil é composto por indivíduos hipertensos ou que tenham coronariopatia. Outro problema que amplia o risco é a hipertensão arterial. Se, no momento em que se tornar hipertenso, o indivíduo controlar bem a pressão, ele terá menos riscos de desenvolver uma disfunção sexual.

Influência dos fatores emocionais, como ansiedade e estresse


A ansiedade e o estresse são fatores que também podem contribuir para o aparecimento de disfunções sexuais. Trata-se de fatores relacionados à insegurança e que têm maior peso sobre os jovens. Todavia, todo homem que tenha disfunção sexual, mesmo aquela motivada por causas orgânicas, acabam desenvolvendo componentes psicológicos.

Ingestão de álcool e disfunção erétil


A ingestão de álcool exerce uma dupla ação no organismo. Se o consumo for social e controlado, o álcool pode até ajudar, pois a bebida causa um relaxamento. Por outro lado, o uso abusivo é um dos fatores importantes para produzir a disfunção sexual. O indivíduo que toma álcool em excesso tem até 3 vezes mais chances de se tornar um impotente sexual.

Diagnóstico da disfunção erétil


O diagnóstico da disfunção erétil não é mais um desafio. Na verdade, 40% dos homens apresentam o problema por conta de problemas vasculares (artérias obstruídas), enquanto outros 30% dos casos se devem ao diabetes. Curiosamente, 20% dos homens desenvolvem a disfunção erétil em virtude do uso de medicamentos que exibem a disfunção sexual como um dos possíveis efeitos colaterais.

Uso recreativo das medicações para ereção


O consumo descontrolado das medicações que estimulam a ereção pode causar problemas. Esses remédios podem alterar a pressão, produzir outros sintomas no organismo e gerar dependência psicológica, correndo o risco até de não obter uma ereção por conta disso.

Referências:


quinta-feira, 14 de julho de 2016

O que é calvície e como fazer para retardá-la

O que é calvície


A calvície representa a perda de cabelos ou de pelos de qualquer região pilosa do corpo, como cílios, sobrancelhas e couro cabeludo, e ao contrário do que muitos pensam, não há um limite de idade para que a queda de cabelo possa ocorrer.

Danos ao couro cabeludo provocados por química


O cabelo pode sofrer danos mecânicos devido a excesso de alisamentos, tinturas e aplicação de produtos de qualidade duvidosa. Contudo, se o folículo piloso do cabelo não for afetado, ele nascerá novamente. Porém, apesar do couro cabeludo ser extremamente resistente, há um limite.

Relação entre perda de cabelo e problemas de saúde


Ocasionalmente, a perda de cabelo pode indicar a existência de algum problema de saúde. Isso acontece porque na medida em que o organismo sofre um déficit nutricional ou agravo da saúde, ele poderá comprometer a nutrição de tecidos não tão necessários ao corpo. Dessa forma, os cabelos ficarão em segundo plano. É o que ocorre, por exemplo, com mulheres grávidas, que perdem cabelo após o parto. Entretanto, normalmente esses fios voltam a crescer após cerca seis meses.

Essa perda de cabelo temporária, chamada de eflúvio telogênico, é normal. Portanto, não se trata de uma queda capilar associada a alguma patologia.

Quando a perda de cabelo é normal [1]


Ao observar a natureza, é possível notar que periodicamente alguns animais trocam de penugem ou pelagem. Isso não é diferente com o ser humano, uma vez que o cabelo tem um ciclo de vida.

O período de crescimento capilar é representado pela fase anagênica e normalmente perdura de cinco a sete anos. A fase de repouso dos fios é chamada de catagênica. Também há a fase de desprendimento dos cabelos, que, na verdade, é uma etapa de renovação. Isso faz com que um ser humano normal troque de cabelo em torno de 20 vezes ao longo de sua vida.

Perder até 150 fios por dia pode ser algo completamente normal. Essa perda diária de cabelo pode ser observada no travesseiro, ralo do banheiro etc. Porém, o processo é diferente em outras regiões pilosas do corpo, como a área das sobrancelhas, por exemplo. Cada região possui um ciclo determinado.

Calvície androgenética [2]


A calvície androgenética está ligada à herança hereditária e à ação hormonal. Existem muitos estudos voltados à descoberta dos genes envolvidos nesse processo, os quais podem provir tanto do pai quanto da mãe. Por meio da ação de uma enzima chamada de 5-alfa-redutase, o organismo converte a testosterona em dihidrotestosterona, a grande vilã da calvície nos homens.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 50% da população masculina no mundo tem ou terá algum grau de calvície, enquanto que o mesmo problema se manifesta em torno de 10% das mulheres.

O caráter evolutivo da calvície de origem genética tem duas classificações: a masculina, que de acordo com a escala Hamilton-Norwood tem 7 diferentes graus, e a feminina, que vai de 1 a 3 na escalas de Ludwig e Savin.

Tipos de calvície e diagnóstico


A calvície pode ser também ocasionada por algumas doenças, assim, várias infecções e agentes que possam atuar no couro cabeludo devem ser analisados.

Alopecia cicatricial


A alopecia cicatricial envolve o desenvolvimento de uma ou mais cicatrizes irreversíveis que possam surgir no couro cabeludo e impedir o crescimento de novos fios.

Alopecia universal


A alopecia universal atinge pessoas que já nascem sem cabelo ou que, no decorrer da vida, por alguma razão que pode estar associada a algum aspecto imunogênico ou ligado ao sistema nervoso, sofram queda do cabelo. Nesses casos, dificilmente é possível aplicar um tratamento clínico, muito menos cirúrgico. Em sua maioria, esses pacientes são encaminhados para a utilização de próteses capilares.

Tratamentos realmente eficazes


A calvície é dinâmica e evolutiva, e por essa razão, o tratamento a ser utilizado, principalmente se cirúrgico, deve ser muito bem programado, para que assim os resultados se mantenham satisfatórios em médio e longo prazo, por exemplo, nos próximos 10 anos.

É importante ressaltar que as pessoas devem procurar por médicos bem capacitados e que possam realizar um diagnóstico correto da queda capilar. Esse cuidado ajuda a evitar tratamentos mal sucedidos e desnecessários. Assim, a partir do momento em que se tem um diagnóstico preciso, pode-se afirmar com certeza absoluta se nascerá ou não cabelos em uma determinada região do couro cabeludo. Logo, o problema poderá ser tratado de forma adequada.

Transplante capilar


O transplante capilar é uma solução definitiva para a queda de cabelo, o método consiste na retirada de cabelos de uma área doadora proveniente do próprio indivíduo, a qual não estará sujeita à queda, para uma área receptora, em que o processo de calvície já foi consolidado.

Os cabelos retirados da área doadora são posteriormente divididos em unidades foliculares, contendo de 1 a 4 fios. Em seguida, os fios são transplantados individual e sequencialmente no couro cabeludo.

Tratamentos clínicos


Em se tratando de jovens com idade entre 16 a 25 anos, geralmente recomenda-se tratamentos clínicos antes da opção pelo transplante de cabelo. Alguns medicamentos, como a Finasterida, agem no sentido de inibir a ação da 5-alfa-redutase. Já outras medicações vasodilatoras, como o Minoxidil, prometem aumentar a circulação no couro cabeludo para estimular o crescimento dos fios.

Prótese capilar


Caso o indivíduo queira obter uma solução mais rápida, a prótese capilar é uma alternativa que não exige intervenção cirúrgica.

Existem ocasiões em que, o calvo dispõe de uma área doadora com dimensões e quantidade de fios bastante limitada. Nesses casos, uma das alternativas consiste em mesclar o transplante de cabelo com o uso de uma prótese capilar. Assim, a tira de fios transplantados ocupará a região frontal da cabeça e ajudará a ocultar a prótese capilar, colocada na sequência a fim de cobrir o restante da área calva.


Ainda com relação às próteses, vale destacar que existem vários modelos, como aquelas confeccionadas com a chamada micropele. Também deve-se tomar cuidado com o uso da cola, já que uma colagem muito intensa poderá afetar o crescimento futuro dos cabelos, exceto em áreas que os folículos capilares já estiverem mortos.