quinta-feira, 14 de julho de 2016

O que é calvície e como fazer para retardá-la

O que é calvície


A calvície representa a perda de cabelos ou de pelos de qualquer região pilosa do corpo, como cílios, sobrancelhas e couro cabeludo, e ao contrário do que muitos pensam, não há um limite de idade para que a queda de cabelo possa ocorrer.

Danos ao couro cabeludo provocados por química


O cabelo pode sofrer danos mecânicos devido a excesso de alisamentos, tinturas e aplicação de produtos de qualidade duvidosa. Contudo, se o folículo piloso do cabelo não for afetado, ele nascerá novamente. Porém, apesar do couro cabeludo ser extremamente resistente, há um limite.

Relação entre perda de cabelo e problemas de saúde


Ocasionalmente, a perda de cabelo pode indicar a existência de algum problema de saúde. Isso acontece porque na medida em que o organismo sofre um déficit nutricional ou agravo da saúde, ele poderá comprometer a nutrição de tecidos não tão necessários ao corpo. Dessa forma, os cabelos ficarão em segundo plano. É o que ocorre, por exemplo, com mulheres grávidas, que perdem cabelo após o parto. Entretanto, normalmente esses fios voltam a crescer após cerca seis meses.

Essa perda de cabelo temporária, chamada de eflúvio telogênico, é normal. Portanto, não se trata de uma queda capilar associada a alguma patologia.

Quando a perda de cabelo é normal [1]


Ao observar a natureza, é possível notar que periodicamente alguns animais trocam de penugem ou pelagem. Isso não é diferente com o ser humano, uma vez que o cabelo tem um ciclo de vida.

O período de crescimento capilar é representado pela fase anagênica e normalmente perdura de cinco a sete anos. A fase de repouso dos fios é chamada de catagênica. Também há a fase de desprendimento dos cabelos, que, na verdade, é uma etapa de renovação. Isso faz com que um ser humano normal troque de cabelo em torno de 20 vezes ao longo de sua vida.

Perder até 150 fios por dia pode ser algo completamente normal. Essa perda diária de cabelo pode ser observada no travesseiro, ralo do banheiro etc. Porém, o processo é diferente em outras regiões pilosas do corpo, como a área das sobrancelhas, por exemplo. Cada região possui um ciclo determinado.

Calvície androgenética [2]


A calvície androgenética está ligada à herança hereditária e à ação hormonal. Existem muitos estudos voltados à descoberta dos genes envolvidos nesse processo, os quais podem provir tanto do pai quanto da mãe. Por meio da ação de uma enzima chamada de 5-alfa-redutase, o organismo converte a testosterona em dihidrotestosterona, a grande vilã da calvície nos homens.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 50% da população masculina no mundo tem ou terá algum grau de calvície, enquanto que o mesmo problema se manifesta em torno de 10% das mulheres.

O caráter evolutivo da calvície de origem genética tem duas classificações: a masculina, que de acordo com a escala Hamilton-Norwood tem 7 diferentes graus, e a feminina, que vai de 1 a 3 na escalas de Ludwig e Savin.

Tipos de calvície e diagnóstico


A calvície pode ser também ocasionada por algumas doenças, assim, várias infecções e agentes que possam atuar no couro cabeludo devem ser analisados.

Alopecia cicatricial


A alopecia cicatricial envolve o desenvolvimento de uma ou mais cicatrizes irreversíveis que possam surgir no couro cabeludo e impedir o crescimento de novos fios.

Alopecia universal


A alopecia universal atinge pessoas que já nascem sem cabelo ou que, no decorrer da vida, por alguma razão que pode estar associada a algum aspecto imunogênico ou ligado ao sistema nervoso, sofram queda do cabelo. Nesses casos, dificilmente é possível aplicar um tratamento clínico, muito menos cirúrgico. Em sua maioria, esses pacientes são encaminhados para a utilização de próteses capilares.

Tratamentos realmente eficazes


A calvície é dinâmica e evolutiva, e por essa razão, o tratamento a ser utilizado, principalmente se cirúrgico, deve ser muito bem programado, para que assim os resultados se mantenham satisfatórios em médio e longo prazo, por exemplo, nos próximos 10 anos.

É importante ressaltar que as pessoas devem procurar por médicos bem capacitados e que possam realizar um diagnóstico correto da queda capilar. Esse cuidado ajuda a evitar tratamentos mal sucedidos e desnecessários. Assim, a partir do momento em que se tem um diagnóstico preciso, pode-se afirmar com certeza absoluta se nascerá ou não cabelos em uma determinada região do couro cabeludo. Logo, o problema poderá ser tratado de forma adequada.

Transplante capilar


O transplante capilar é uma solução definitiva para a queda de cabelo, o método consiste na retirada de cabelos de uma área doadora proveniente do próprio indivíduo, a qual não estará sujeita à queda, para uma área receptora, em que o processo de calvície já foi consolidado.

Os cabelos retirados da área doadora são posteriormente divididos em unidades foliculares, contendo de 1 a 4 fios. Em seguida, os fios são transplantados individual e sequencialmente no couro cabeludo.

Tratamentos clínicos


Em se tratando de jovens com idade entre 16 a 25 anos, geralmente recomenda-se tratamentos clínicos antes da opção pelo transplante de cabelo. Alguns medicamentos, como a Finasterida, agem no sentido de inibir a ação da 5-alfa-redutase. Já outras medicações vasodilatoras, como o Minoxidil, prometem aumentar a circulação no couro cabeludo para estimular o crescimento dos fios.

Prótese capilar


Caso o indivíduo queira obter uma solução mais rápida, a prótese capilar é uma alternativa que não exige intervenção cirúrgica.

Existem ocasiões em que, o calvo dispõe de uma área doadora com dimensões e quantidade de fios bastante limitada. Nesses casos, uma das alternativas consiste em mesclar o transplante de cabelo com o uso de uma prótese capilar. Assim, a tira de fios transplantados ocupará a região frontal da cabeça e ajudará a ocultar a prótese capilar, colocada na sequência a fim de cobrir o restante da área calva.


Ainda com relação às próteses, vale destacar que existem vários modelos, como aquelas confeccionadas com a chamada micropele. Também deve-se tomar cuidado com o uso da cola, já que uma colagem muito intensa poderá afetar o crescimento futuro dos cabelos, exceto em áreas que os folículos capilares já estiverem mortos.

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