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Já é de conhecimento geral que o tabagismo durante a gravidez traz problemas em longo prazo para os filhos, incluindo aumento da incidência de doenças respiratórias, infecções de ouvido e asma.
Uma nova pesquisa mostra que além de todos esses problemas, esse hábito materno pode levar a transtornos mentais, incluindo aqueles que precisam ser tratados com fármacos, e que podem aparecer tanto na infância quanto no início da idade adulta.
Pesquisadores finlandeses afirmam que pré-natais expostos às substâncias presentes no cigarro podem precisar de tratamento para depressão, transtorno do déficit de atenção e hiperatividade e também são mais propensos à dependência química do que outros indivíduos cujas mães não fumavam.
“Os estudos mais recentes indicam que o tabagismo materno pode influenciar no desenvolvimento do cérebro da criança”, diz Mikael Ekblad, principal autor do estudo e pesquisador da área de pediatria na Universidade de Turku. “Interromper o hábito durante a gravidez pode proteger a criança de diversos futuros problemas.”
Ekblad e sua equipe colheram informações de dois estudos longitudinais – feitos com um grande número de indivíduos durante um longo tempo. O primeiro foi feito com mães e filhos entre 1969 e 1989 – e incluía histórico de saúde mental – e o segundo, com informações focadas em recém-nascidos, cobriu o período de 1987 e 1989.
Os resultados mostraram que quase 12,5% dos jovens adultos observados precisavam de tratamento envolvendo cuidados psiquiátricos (incluindo a administração de fármacos) e que aproximadamente 20% desses jovens haviam sido expostos ao tabagismo materno. O risco era similar para homens e mulheres.
“Não é incomum ver mulheres, que sabem dos riscos associados ao tabagismo, e que continuam fumando mesmo após engravidarem”, diz Ekblad. “E agora, além dos males à saúde física, é possível afirmar que elas estão expondo seus filhos a riscos de transtornos mentais também”, finaliza.
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com informações da American Academy of Pediatrics
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